segunda-feira, março 18, 2013

ZAPING PELA IMBECILIDADE



Vivemos tempos sem qualidades, tempos em que quem detém algum poder, seja no for, é um imbecil. A começar, somos governados por imbecis do calibre de um Vítor Gaspar. Este imbecil junta-se a outros imbecis no eurogrupo, e produz uma decisão que nenhum grupo de mongolóides produziria: um imposto sobre contas bancárias no Chipre como medida de penalização e resgate. Quem manda na Europa? Frau Merkel, uma mulher vulgar, que lembra uma dessas donas de casa estupidificadas pela televisão, castradas pelo tempo no after menopausa, engordando e tomando para si a administração do orçamento conjugal. Assim é Merkel que toma por verdadeira a metáfora de que a Europa é uma casa comum e delira uma vida com um harém de homens com quem vive em conjugalidade económica. O gozo mentecapto de frau Merkel passa pela imposição da máxima austeridade aos cônjuges da “casa comum”. 
Esta imbecilidade que nos governa vem de uma outra imbecilidade que se criou nas últimas décadas – a da sociedade do espectáculo. Ora, nunca como hoje a sociedade do espectáculo, que tem o seu ponto mais alto na omnipresente televisão, foi tão estúpida e imbecilizante. Que um jornal tablóide, especialista na notícia de choque, sensacionalista, como o Correio da Manhã, lance um canal televisivo que pretende adaptar o formato do jornal à televisão, é uma má notícia. Mas pior é perceber que mais cedo ou mais tarde o pouco de imprensa de referência que ainda resta vai fechar. Como será um mundo sem jornais? 
Talvez seja nostalgia. Porque os actuais jornais já nada mais fazem do que se comportarem como cães dóceis. E no meio disto tudo, deste paraíso de imbecilidade e mesquinhez, é sempre a televisão que ganha – o espectáculo e a emoção na “força da imagem”, na tagarelice e na asneira. E aqui entram os comentadores: eles estão por todo o lado, desde os programas da manhã às últimas notícias pela meia-noite. São gente iluminada que tem o dom de saber interpretar as notícias. Mais: eles são capazes de prever o futuro. Numa usurpação de funções ao professor Bambo, o professor Marcelo já anunciou que o Benfica vai ser campeão. Entretanto espera-se na Faculdade de Direito pelo professor Bambo. A astróloga Maya enveredou por outro caminho: recauchutou as mamas e ei-la a apresentar programas de entretenimento para manter os zombies zombies na tal CMTV. Um programa de comentadores/comendadores a não menosprezar pela sua atracção para a asneira é o Governo Sombra. Vindo da TSF, tem agora honras televisivas na TVI 24. A boçalidade está lá representada pelo humorista Ricardo Araújo Pereira, pelo jornalista João Miguel Tavares (nada como ser processado por Sócrates), pelo crítico literário e poeta (entre outras coisas) Pedro Mexia e por Carlos Vaz Marques, o maior especialista português em interrogar intelectuais depois de um inspector da PIDE de cujo nome não me lembro.

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